Publicado em: Abril 23, 2025 Posted by: Frederico Duarte Comentarios: 0

Milheiriça

Milheiriça: um vinho que nasce de histórias, raízes e uma boa dose de teimosia

Se há coisa que a vida me ensinou, é que algumas ideias não nos largam. Ficamos ali, a matutar, a ensaiar mil razões para desistir, mas a verdade é que, quando um sonho se instala a sério, já não há volta a dar. E foi mais ou menos assim que nasceu o Milheiriça.

Sempre fui um homem de histórias, de pessoas e de momentos, e o vinho sempre fez parte desse cenário. Nas mesas cheias da minha infância, nos copos que tilintavam entre amigos, nas conversas que se prolongavam noite dentro. Mas nunca me passou pela cabeça que um dia teria um vinho meu. Até que passou.

E quando passou… ficou.

Raízes bem fincadas

O nome não foi escolhido ao acaso. Milheiriça é um lugar – o lugar onde cresci, onde fui criança, onde os dias pareciam não ter pressa. Falar de Milheiriça é falar de casa e, para mim, fazia todo o sentido que fosse esse o nome que iria contar esta história em garrafa.

Mas o vinho não nasce só da terra, nasce também das pessoas. E, se olharmos bem, no rótulo está lá tudo. O desenho, quase poético, tem um rosto que me é familiar: a minha filha, porque este vinho também é sobre ela. Sobre as Mulheres da minha vida, as Passarocas que sempre me rodearam e que fazem parte desta história tanto quanto eu.

E se o Milheiriça é um regresso às origens, então a avó Mina está lá, nos gestos, na memória e na forma como cada garrafa carrega um bocadinho dessa essência. Porque há coisas que não se explicam – sentem-se.

Milheiriça

Do sonho à garrafa – Milheiriça

Agora, vamos ser honestos: fazer um vinho não é para meninos. Muito menos quando a ideia surge com aquela intensidade de quem não aceita um ‘não’ como resposta. Mas quando se tem bons amigos, gente que partilha da mesma paixão e que acredita tanto quanto tu, o caminho torna-se menos difícil.

E assim, de barrica em barrica, prova em prova, rótulo desenhado e algumas noites a pensar “será que isto faz sentido?”, o Milheiriça ganhou forma.

Hoje, vê-lo a chegar a tantos lugares – e agora à Degostar – é um daqueles momentos que me fazem parar e pensar: valeu a pena.

O Milheiriça é um abraço em garrafa. É um pedaço da minha história, servido num copo. E se um dia o provares, espero que sintas isso: que há mais aqui do que apenas um vinho bem conseguido.
Porque, no fim, é disto que se trata: de partilhar um pouco de mim, da minha terra, da minha gente. E, claro, de nunca deixar um copo vazio por muito tempo.

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