Vadio Perpetuum: tudo sobre o espumante da Bairrada envelhecido pelo método Solera
O Vadio Perpetuum reúne várias destas características, mas há algo que o torna particularmente singular: a utilização do método Solera, um sistema de elaboração contínuo iniciado pela Vadio em 2007.
Há espumantes que se distinguem pela frescura. Outros pela complexidade, pelo tempo de estágio ou pela expressão de uma determinada casta.
Produzido na Bairrada a partir de Bical, Baga e Cercial, o Perpetuum combina diferentes colheitas num lote que evolui ao longo do tempo. A cada novo ciclo, uma parte do vinho é retirada para dar origem a uma nova tiragem e o lote é novamente preenchido com vinho da colheita mais recente.
O resultado é um espumante que alia frescura, textura, profundidade e complexidade, mantendo uma ligação permanente entre diferentes colheitas.
Mas afinal, como funciona este método? E o que torna o Vadio Perpetuum tão diferente de outros espumantes da Bairrada?
O que é o Vadio Perpetuum?
O Vadio Perpetuum é um espumante produzido na Bairrada pela Vadio Wines, um projeto dedicado à valorização das castas tradicionais e da identidade da região.
A sua principal particularidade está na forma como é elaborado o vinho base.
Em vez de cada tiragem depender exclusivamente de uma determinada colheita, o Perpetuum utiliza um lote Solera iniciado em 2007, que vai incorporando vinho de novas colheitas ao longo dos anos.
Atualmente, o lote reúne mais de 10 colheitas.
Esta forma de trabalhar cria uma espécie de continuidade entre diferentes anos. O vinho mais recente entra num lote que conserva parte da sua história, contribuindo para um perfil com maior profundidade e complexidade.
O que é o método Solera?
O método Solera é uma técnica baseada na combinação progressiva de vinhos de diferentes idades.
Imagine um lote que nunca é completamente esvaziado.
Quando chega o momento de preparar uma nova tiragem, uma parte do vinho é retirada. Essa quantidade é depois reposta com vinho mais recente. O processo repete-se sucessivamente.
É precisamente esta continuidade que está na origem do nome Perpetuum.
No caso do Vadio, cerca de 30% do lote Solera é retirado no início de cada novo ano para preparar a nova tiragem. O volume retirado é posteriormente reposto com vinho da colheita mais recente.
Desta forma, o lote mantém uma ligação permanente com as colheitas anteriores, ao mesmo tempo que incorpora a frescura e as características do vinho mais jovem.
O Vadio Perpetuum é um vinho de 2007?
Não exatamente.
Esta é uma distinção importante.
O método Solera foi iniciado em 2007, mas isso não significa que cada garrafa de Vadio Perpetuum contenha apenas vinho produzido em 2007, nem que todas as garrafas tenham estado a envelhecer desde essa data.
O que existe é um lote contínuo iniciado em 2007, parcialmente renovado com vinho de novas colheitas.
É justamente essa mistura de diferentes momentos que está na base da identidade do Perpetuum.
Quais são as castas do Vadio Perpetuum?
O Vadio Perpetuum é produzido a partir de três castas:
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Bical
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Baga
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Cercial
Esta combinação junta duas castas brancas — Bical e Cercial — à Baga, uma das variedades mais emblemáticas da Bairrada.
A escolha destas castas contribui para um espumante com equilíbrio entre frescura, estrutura e personalidade.
A Bairrada é particularmente conhecida pela importância da Baga, mas a região possui também uma longa tradição na produção de espumantes, onde a acidez natural das uvas desempenha um papel fundamental.
No Perpetuum, estas três castas são trabalhadas em conjunto para criar um vinho com identidade própria.
Como é produzido o Vadio Perpetuum?
A elaboração começa na vinha.
As diferentes parcelas são colhidas individualmente durante as primeiras horas da manhã. As uvas são depois submetidas a uma prensagem suave de cachos inteiros.
O vinho base fermenta integralmente em barrica e permanece cerca de seis meses sobre as borras finas.
Esta etapa acrescenta textura e complexidade ao vinho antes de este entrar no processo de elaboração do espumante.
Depois chega o momento de aplicar a lógica Solera.
No início do novo ano, aproximadamente 30% do lote é retirado para a nova tiragem. O lote é então completado com vinho da colheita mais recente.
Este processo é repetido colheita após colheita.
Método Solera e método clássico: qual é a diferença?
Uma das características mais interessantes do Vadio Perpetuum é a utilização de dois conceitos diferentes dentro do mesmo processo de produção.
O método Solera é utilizado para trabalhar e manter a continuidade do vinho base.
Posteriormente, a segunda fermentação é realizada em garrafa, de acordo com o método clássico.
Depois da tiragem, o vinho permanece em estágio durante um mínimo de 18 meses antes do dégorgement.
Ou seja:
Solera: cria continuidade e complexidade através da combinação de diferentes colheitas.
Método clássico: permite a segunda fermentação em garrafa e o estágio que contribui para a textura e complexidade características de um espumante elaborado desta forma.
A combinação dos dois processos é uma das grandes particularidades do Perpetuum.
Como é o Vadio Perpetuum à prova?
O perfil aromático do Vadio Perpetuum é marcado pela evolução proporcionada pelo método Solera.
No nariz surgem frutos secos, fruta cristalizada e uma subtil componente salina.
Na boca, apresenta uma textura cremosa e rica, equilibrada por uma acidez que mantém o vinho fresco e preciso. A bolha é fina e o conjunto revela profundidade e persistência.
É um perfil que foge ao conceito de um espumante exclusivamente frutado e imediato.
Aqui encontramos um vinho em que a evolução, a textura e a complexidade assumem um papel central.
A Bairrada na identidade do Perpetuum
Não é possível falar do Vadio Perpetuum sem falar da Bairrada.
A região tem uma longa tradição na produção de espumantes e é reconhecida pela capacidade de originar vinhos com frescura e acidez, características particularmente importantes neste tipo de vinho.
A Vadio está localizada na Poutena, na Bairrada, e trabalha sobretudo com castas tradicionais da região.
O projeto nasceu em 2005 pelas mãos de Luís Patrão e Eduarda Dias, com uma filosofia centrada na expressão da Bairrada e das suas castas.
No Perpetuum, essa ligação ao território é complementada por uma abordagem pouco convencional à elaboração do espumante.
O que torna o Perpetuum diferente de um espumante tradicional?
A principal diferença está no conceito de continuidade.
Num espumante convencional, o vinho base de uma determinada tiragem está normalmente associado a uma ou várias colheitas específicas.
No Perpetuum, existe um lote Solera que atravessa diferentes anos.
Cada nova colheita acrescenta uma nova camada ao lote, enquanto uma parte do vinho anterior permanece.
É esta combinação que permite construir um perfil consistente, mas simultaneamente complexo e evolutivo.
Por isso, o Perpetuum não é apenas um espumante com estágio.
É um espumante cuja identidade foi construída ao longo do tempo.
Com que pratos acompanhar o Vadio Perpetuum?
A complexidade e a textura do Perpetuum fazem dele um espumante particularmente versátil à mesa.
Na Degostar, recomendamos acompanhá-lo com:
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pratos ricos de carne branca;
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bacalhau no forno;
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diferentes tipos de queijo.
O próprio produtor sugere ainda combinações com pratos de sabores intensos, como caril, e com sobremesas tradicionais, como rabanadas.
Esta versatilidade permite servi-lo não apenas como aperitivo, mas também durante a refeição.
Qual é a temperatura ideal para servir?
O Vadio Perpetuum deve ser servido entre 6 e 8 ºC.
Esta temperatura permite preservar a frescura do espumante sem esconder a sua complexidade aromática e textura.
Como acontece com outros vinhos de maior complexidade, servir demasiado frio pode reduzir a expressão aromática.
Para quem é o Vadio Perpetuum?
O Perpetuum é uma excelente escolha para quem procura descobrir um lado mais complexo dos espumantes portugueses.
É especialmente interessante para quem:
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aprecia espumantes gastronómicos;
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gosta de conhecer métodos de produção diferentes;
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procura vinhos de pequenos produtores;
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valoriza a tradição vitivinícola da Bairrada;
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prefere vinhos com textura e complexidade;
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gosta de descobrir a história por detrás de cada garrafa.
É também uma opção interessante para momentos especiais, quando queremos abrir uma garrafa que tenha algo mais para contar.
Vadio Perpetuum: quando o tempo passa a fazer parte do vinho
O nome Perpetuum não poderia ser mais adequado.
Desde 2007, o lote Solera da Vadio tem vindo a incorporar novas colheitas sem perder a ligação às anteriores.
É um conceito fascinante porque transforma o tempo numa parte essencial da identidade do vinho.
Cada nova tiragem acrescenta um novo capítulo, mas mantém uma parte dos capítulos anteriores.
E talvez seja precisamente isso que torna o Vadio Perpetuum tão interessante: não é apenas um espumante que envelhece; é um espumante que continua.
Onde comprar o Vadio Perpetuum?
Se ficou curioso para experimentar este espumante da Bairrada, pode encontrar o Vadio Perpetuum na Degostar.
Produzido a partir de Bical, Baga e Cercial e elaborado através de um lote Solera iniciado em 2007, é uma escolha indicada para quem procura um espumante português com carácter, profundidade e uma história diferente.
Descubra o Vadio Perpetuum na Degostar e leve para a sua mesa um espumante onde o tempo também é ingrediente.
Perguntas frequentes sobre o Vadio Perpetuum
O que é o Vadio Perpetuum?
O Vadio Perpetuum é um espumante da Bairrada produzido pela Vadio Wines a partir de Bical, Baga e Cercial. O vinho base é elaborado através de um método Solera iniciado em 2007 e a segunda fermentação é realizada em garrafa pelo método clássico.
O que significa Solera no Vadio Perpetuum?
Significa que o vinho base é trabalhado através de um sistema contínuo em que parte do lote é retirada para uma nova tiragem e posteriormente substituída por vinho de uma nova colheita. No Perpetuum, é retirado cerca de 30% do lote em cada novo ciclo.
Desde quando é utilizado o método Solera?
O lote Solera do Vadio Perpetuum foi iniciado em 2007 e atualmente integra mais de 10 colheitas.
Quais são as castas do Vadio Perpetuum?
O Perpetuum é produzido com Bical, Baga e Cercial.
O Vadio Perpetuum é produzido pelo método clássico?
Sim. Depois da elaboração do vinho base e do processo Solera, a segunda fermentação ocorre em garrafa, seguindo o método clássico. O estágio mínimo antes do dégorgement é de 18 meses.
A que temperatura deve ser servido?
A temperatura de serviço recomendada é entre 6 e 8 ºC.
Que pratos combinam com o Vadio Perpetuum?
É um espumante versátil à mesa. Pode acompanhar carne branca, bacalhau no forno e queijos. Também pode ser combinado com pratos mais intensos, como caril, ou sobremesas tradicionais como rabanadas.
Onde comprar Vadio Perpetuum?
O Vadio Perpetuum está disponível na loja online Degostar, sujeito ao stock existente.
